terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mudanças

Eu realmente uso alguns clichês para não sofrer (tanto). Um deles é “o que tem que ser, será”. Ok, é idiota, mas é verdade. Não adianta surtar, entrar em paranóia, criar histórias, prever acontecimentos. Se for para ser, vai ser. Se não for, algo melhor virá. Imagina: se eu não tivesse derramado umas lágrimas pelo meu amor do carnaval, hoje eu teria duas opções: ou teria começado a colecionar vibradores (o que não é uma má idéia) ou estaria dormindo no teto (de tanto subir pelas paredes). Hoje estou dormindo no chão, sozinha. Mas, com certeza, muito melhor do que com o meu amor de carnaval que, coitado, não agüentava ficar nem 3 segundos dentro de mim. Ou seja, o que não é, não era pra ser, e tem algo melhor na frente. Sem dúvidas! Quantos já passaram depois do carnaval deixando mais lágrimas, mas muitos e muitos mais segundos.

Outro clichê que gosto muito é aquele de que o tempo cura tudo, é o melhor remédio e etc. Outra grande verdade! Estava com saudade do meu blog e resolvi entrar para ver qual tinha sido meu último texto. Fiquei chocada! Bem que minha mãe me diz que, ao sofrer pelo meu pai, sua amiga de trabalho lhe dizia “Amiga, as pessoas mudam todos os dias!”. Mais uma verdade! Não adianta ficar pensando que ontem era assim, hoje não é mais. Não tem explicação para isso a não ser aquela de que as pessoas mudam todos os dias. Impulsivas. Eu sou muito, demais!

Último texto começa dizendo que eu estava com TPM. POR FAVOR, Papai do Céu, que isso não tenha mudado e que eu esteja de TBM novamente. O texto tem 4 semanas, acabei de ver. Papai do Céu, conto com o Senhor!!! Mas, continuando. (Droga, estou super bem humorada de uns dias pra cá...mas ok, o texto diz que estava com TPM pela primeira vez, ou seja, não tenho TPM geralmente). E continua falando de sintomas da TPM como tristeza e desânimo. Hoje estou super pró ativa, com mil coisas para resolver. E não, não estou em São Paulo e sinto uma sensação de total pertencimento nessa cidade maravilhosa que amo de paixão.

Sobre envolvimento e convivência, prefiro pular. Pelo menos, cara a tapa, um pouco menos. Para isso, ele serviu. Para isso e muito mais coisas. Não gostou de mim, mas me trouxe momentos muito gostosos e divertidos. Angústias e inseguranças, posso pular também? Com certeza, menos que antes. Cada derrota, um aprendizado. Não ia falar desse clichê, mas ele apareceu no meu teclado. Mais uma verdade! Menos angústias e inseguranças, mais derrotas. Raiva? Mais uma mudança! Nenhuma raiva. Mas, por favor, não me apareça com sua nova namorada de vestido de cetim rosa choque.

Por que terminamos assim? Porque eu precisava do meu coração livre. As vezes, a explicação que tanto buscamos vem com a porcaria do clichê do tempo ao tempo. Mas o ideal é não buscá-la, a angústia é menor, apesar da derrota. Acho que o seu carinho continua, embora esteja apaixonado pela primeira vez na vida e perceba que tudo que vivemos foi um erro. Isso não faz mais diferença. Outra mudança é saber que não, você não gostou de mim do seu jeito. Você simplesmente não gostou de mim. Mais uma derrota que gerou um aprendizado: quando não funciona de cara, POR FAVOR, saia RÁPIDO. O sofrimento é certo!

Mas o último texto termina com uma verdade: a minha certeza de não conseguir reverter a situação. Faz quase dois meses. E estou muito melhor que na época do último texto. Graças ao:

Tempo ao tempo.

O que é pra ser, é. E de cara!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pra você eu guardei...

Acho que estou com TPM pela primeira vez. Sinto um desânimo quase misturado com tristeza. Tudo me irrita e não sinto vontade de fazer nada além de cama, ar condicionado e edredom. Para piorar, São Paulo não faz sol e sinto uma sensação de não pertencimento nessa cidade. Meu coração está totalmente em paz. Consegui me libertar de qualquer tipo de relação que envolve sentimento e vejo o pouco valor do ser humano. Cansei de dar a cara a tapa e pelo menos isso você me ensinou. Não me envolvo mais e consigo evitar convivências mais profundas.

Não há nada melhor do que não ter em quem pensar, não ter inseguranças e angústias para remoer. Mas hoje me lembrei de você e não me conformo porque tudo aconteceu assim. Não consigo não ter raiva e não há nada pior do que esse sentimento. Não quero te ver, não quero te perdoar. Não quero te abraçar, nem dormir juntinho. Não quero te fazer rir, muito menos brincar de pique-pega.

Eu só não queria que tudo tivesse acabado dessa forma. Por que encontros por coincidência? Por que minha cara a tapa? Por que ligações na madrugada? Por que beijei outro qualquer? Por que dormi com você depois de tudo? Por que você disse tudo aquilo? Por que terminamos assim?

Tudo devia ter acabado antes para evitar tantas mágoas. Não sei o que você pensa. Na primeira briga, te contei que escrevi aqui e você ficou todo orgulhoso de saber que, mais uma vez, eu tinha escrito para você. E me disse que não, não me achava louca, e pediu desculpas pelos seus erros. Sim, você também errou. E disse que tinha muito carinho e que eu era muito legal. Mas depois da segunda briga, acho que não é mais assim.

Nós destruímos qualquer carinho que pudesse permanecer. E eu fui tão feliz ao seu lado. E sei que você gostou tanto de mim, do seu jeito.

Isso dói. Não vejo nenhuma chance de reverter essa situação de ressentimento. E o que mais me incomoda é que não termino assim nem com os meus piores casos. E você está longe de ser um dos piores.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Caso de amor

Parece que tudo isso foi cultivado por 15 anos, logo após aquele nosso primeiro beijo, na sala da minha casa. Eu era apaixonada por você e esperava a música lenta começar para você tirar a minha mão. Assim, como nos velhos tempos. Foi seu primeiro beijo. E agora a vida vem assim, de repente, ser curiosa, como você gosta de dizer. A vida vem trazer tudo que é pra ser vivido. E a sintonia e intensidade desse misto de sentimentos me fazem achar que é carinho demais guardado por tantos anos.

Então a gente abraça essa história, abraça esse caso de amor, a gente se abraça e se delicia um no braço do outro. A gente vive tudo que é pra ser vivido, sem pensar no depois, no amanhã. A gente transa como quem esperou 15 anos por esse momento. Eu faço minhas carinhas que tanto impressionam e você sorri para mim. Talvez ache linda tanta entrega. É aquele caso do espontâneo.

E você diz que eu sou muito legal e que é muito bom estar comigo. E eu também acho tudo isso. É tudo tão mágico. Caso de amor e todo esse carinho de amizade verdadeira. Todo esse tesão de paixão recente. É tudo muito delicioso. Diferente de tudo que já vivi. Até mesmo por saber que tudo acaba logo ali, talvez antes mesmo dos 5 minutos que minha irmã tanto falava. Mas é um caso, só um caso. Um caso que ficou pela metade há 15 anos atrás, quando eu te disse que queria ter nascido homem.

Será que fui muito homenzinho quando sai da sua casa ontem às 4 da manhã, depois de um sexo frenético? Dormir junto é coisa de mulherzinha, aquela mulherzinha que eu não sou e que, há 15 anos atrás, você queria que eu fosse.

Hoje tudo mudou. E meu jeito homenzinho te atraiu.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Carta

Às vezes eu me lembro de você. Eu juro que é só às vezes mesmo. Eu, como sempre, com muitas pessoas para lembrar. Você me conhece e sabe do agito da minha vida. Você sabe de tudo que existe e no fundo também sabe que eu trocaria esse tudo por você. Eu achava, até muito pouco tempo atrás, que gostar de alguém significava pensar e querer apenas essa pessoa. Isso não é verdade. Sei disso porque não penso em você o tempo inteiro, mas realmente gosto de você. Dói saber que tudo acabou assim, totalmente diferente do que eu prezo para o fim das minhas relações. Gosto do carinho. E de manter, no mínimo, este carinho depois do fim. Não é da minha personalidade palavras feias, mensagens raivosas, ligações não atendidas. Queria olhar uma foto nossa e sorrir. Nossa relação foi linda. Demais. Mas não tivemos tempo de tirar uma foto. Na verdade, acho que estávamos tão alegres quando estávamos juntos, que não nos lembramos da foto. Seu aniversário vai passar assim como o meu. Distância. Dessa vez, foi de vez. Eu não quero mais essa relação, eu não quero mais frieza e indiferença.

Muitos dias só lembro de você quando entro no banho. Fico feliz. Está passando. Antes você era o meu primeiro pensamento após o despertador. Agora confesso que outros pensamentos vêm antes de você. Mas, por outro lado, você sempre vem. E eu nunca resisto. Eu te quero. Eu gosto mesmo e foi tão difícil admitir.

Agora é difícil sair. Mas eu estou forte. A gente vai aprendendo com a vida. Com as porradas da vida. Essas que você não leva porque não dá a cara a tapa. E tantas vezes você me disse que tenho atitude demais. Não tenho idéia do que você está pensando. Talvez eu seja louca, você bem que me avisou que não daria em nada. Mas você não me deixou ir, você me prendeu a você. Falar é fácil, babe. Você deve estar achando que te odeio, sem saber que não consigo odiar ninguém.

Fica o carinho. No meu enorme coração.

Um beijo (daqueles que um dia você me disse serem sensacionais).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Rotinazinha

Ando tão longe disso aqui. Tão longe de tudo que me faz pensar em algo mais do que projetos, prazos e solicitações de passagem. Começo a semana já pensando em sexta-feira, na maldita (ou tão querida) ponte aérea. Penso no chopinho que vou tomar no point de Congonhas e na correria que vai ser quando chegar em casa para tomar banho, jogar uma roupa e uma maquiagem que disfarce o meu look paulista. Viro um Red Bull como eu virava cachaça, aos 15 anos. E saio para aproveitar cada segundo da cidade maravilhosa.

Essa vida de aspirante a executiva não tem nada a ver comigo. Mas tudo bem que eu preciso ganhar uma grana, aprender coisas novas e ser um pouco mais simpática. Nessa neurose, passo meus dias em um hotel, impessoal como a sociedade moderna gosta de ser. Arrumo e desarrumo minhas malas todos os dias e manicure e depilação viraram programas para fim de semana. Hora do almoço já não existe mais.

E assim a vida segue. Sem meu chopinho com as amigas na quinta-feira, sem os almoços prolongados para resolver probleminhas do dia a dia. Sem um sexo casual na segunda ou quarta-feira. Tudo que me restou foi um sexo muito pouco freqüente, nada comparado com minhas ex segundas e quartas-feiras.

Até lembrei de uma amiga minha...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Correria X Férias

Tempo de correria extrema. É a roupa do aniversário, o bolo, os convidados, a reserva da mesa, o flaxflu no horário do meu chope, a semana pré férias, as atividades por terminar, o follow up que preciso fazer para quem fica, a explicação de todos os detalhes de cada tarefa, as avaliações do meu desempenho no projeto, o computador novo que preciso buscar na empresa, a futura alocação que não imagino onde será, a viagem ao exterior, a falta de dinheiro para levar, a mala que não tenho, as roupas que não separei, o passaporte que preciso buscar, o vestido do casamento. É tanta coisa que não tive tempo de pensar em você. E quando a cabeça pára de tanto cansaço, o coração acelera. E quem faz isso com ele é você. Só você. E nós botamos tudo a perder, acabamos com a relação que você insistia em dizer que não existia.

Quando saí da sua casa tive a sensação de desgaste. Pela primeira vez, me senti saturada de você. E isso ainda não passou. Mesmo depois de alguns dias, ainda não há saudade. Imagino que você deva estar sentindo o mesmo. Essas coisas são sempre recíprocas. Talvez um pouquinho de raiva misturada à sensação de que eu sou apaixonada por você. A correria me faz esquecer um pouco de tudo isso, mas quando paro é você que eu lembro. Mas não é mais você que eu quero. É tão estranho isso tudo.

Preciso de férias.