domingo, 25 de janeiro de 2009
Cachinho
Pela primeira vez, andava de braços dados com meu pai. Todos, emocionados, me observavam. Paramos no fim da passarela vermelha rodeada de flores. Ele segurou forte a minha mão e a entregou para quem ele sabia que iria cuidar da filha dele para sempre. Você me admirava, realizando o seu sonho inconsciente de me ver naquela cauda branca...Aceitamos e prometemos diante de Deus sermos fiéis até a morte. Juramos a felicidade eterna, ate nos momentos mais dificeis. Nossas mães choravam com a certeza de que aquele era o dia mais importante de nossas vidas...
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Liberdade
Poucas pessoas freqüentam meu blog. Além de anônimo, não faço divulgação em comunidades do Orkut. Na verdade, nem Orkut tenho mais. Essas poucas pessoas, todas do meu mais estreito círculo social, naturalmente criam imagens de como está minha vida de acordo com meus textos. Mas, é bom saber que as narrativas sempre vêm recheadas de exageros e imaginações. A ficção não é real. E nem pretende ser.
Ninguém vai me conhecer melhor por meio de textos escritos às presas, numa mesa de trabalho, com 30 pessoas em volta. As linhas, muitas vezes, também estão fora de ordem, dessincronizadas. A estória contada hoje pode ter acontecido há anos atrás ou pode até nunca ter ocorrido. O que seríamos nós sem o mundo da fantasia?
Pretendo continuar assim, escrevendo mais textos tristes do que alegres. Simplesmente porque é isso que as pessoas gostam de ler. E todo mundo escreve para ser lido. Senão não existiriam os livros e, agora, os blogs. E, por favor, não venha dizer que gosta de finais felizes. Porque senão será preciso me explicar o sucesso de “Marley e eu”.
É até bom que leiam as minhas estórias e imaginem que estou triste. Assim, quando algum “voyeur” passar pelo meu blog não sentirá inveja da minha felicidade. E, como eu sempre disse, nada melhor do que a liberdade.
Ninguém vai me conhecer melhor por meio de textos escritos às presas, numa mesa de trabalho, com 30 pessoas em volta. As linhas, muitas vezes, também estão fora de ordem, dessincronizadas. A estória contada hoje pode ter acontecido há anos atrás ou pode até nunca ter ocorrido. O que seríamos nós sem o mundo da fantasia?
Pretendo continuar assim, escrevendo mais textos tristes do que alegres. Simplesmente porque é isso que as pessoas gostam de ler. E todo mundo escreve para ser lido. Senão não existiriam os livros e, agora, os blogs. E, por favor, não venha dizer que gosta de finais felizes. Porque senão será preciso me explicar o sucesso de “Marley e eu”.
É até bom que leiam as minhas estórias e imaginem que estou triste. Assim, quando algum “voyeur” passar pelo meu blog não sentirá inveja da minha felicidade. E, como eu sempre disse, nada melhor do que a liberdade.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Oba
Estava lendo num blog, de mulheres de 30 e poucos anos, bem diferentes daquelas como eu, de vinte e poucos. Apreciando as estórias que elas contam, sinto-me bem. Até que estou com a vida colorida. Menos contas, menos obrigações, menos cuidados com a saúde e nenhum filho. Que sorte. Algumas coisas em comum: noites em casa. Mas, ao invés de colo de filho, colo de mãe. Que também é muito bom.
A verdade é que nós, mulheres, em qualquer idade, enfrentamos crises. Mas não há nada que nos derrube de vez. Aquelas com trinta e poucos talvez suportem mais, pois já passaram pela dor do parto. E, nesse momento, perceberam que a dor sempre traz algo muito bom. A dor é o pedágio que precisamos pagar para chegar na região dos lagos. A dor é o que nos mostra o quanto é bom o prazer. Se não houvesse dor, como saberíamos o que é o prazer? Por isso, a dor de perder a virgindade, a dor do sexo anal.
Toda dor antecede prazer, felicidade.
Oba!
A verdade é que nós, mulheres, em qualquer idade, enfrentamos crises. Mas não há nada que nos derrube de vez. Aquelas com trinta e poucos talvez suportem mais, pois já passaram pela dor do parto. E, nesse momento, perceberam que a dor sempre traz algo muito bom. A dor é o pedágio que precisamos pagar para chegar na região dos lagos. A dor é o que nos mostra o quanto é bom o prazer. Se não houvesse dor, como saberíamos o que é o prazer? Por isso, a dor de perder a virgindade, a dor do sexo anal.
Toda dor antecede prazer, felicidade.
Oba!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Clac
Ela só queria viver tudo aquilo de novo: aquele acordar delicado, aquele sorriso sutil, aquele querer incessante, aquele prazer devastador. Ela só queria a combinação de uma manhã serena e tranqüila com uma noite de loucura e tesão. Ela só queria poder sentir novamente a sensação de paz e paixão. Ela sabia que isso era possível. E queria cultivar momentos assim, que a fariam esquecer de todos os outros, que não foram bem assim.
E ela sabia que um dia isso ia acontecer, assim como um estalo. Clac. E assim foi. E no dia que isso viesse, seria a entrega total. Seria a abertura definitiva da porta, que traz um coração cheio de amor para oferecer. Seria a verdadeira estória, com as afinidades, a sinceridade, a fidelidade, a amizade e a lealdade. Seria sério. De uma forma como nada antes foi encarado.
E assim ela promete ser. Porque essa sensação não se explica, não se escreve. Essa sensação apenas faz querer gostar cada vez mais. Querer cada vez mais. E um dia, ter a certeza de um amor. Um amor seu, um amor meu, um amor nosso. Para sempre, nosso!
E ela sabia que um dia isso ia acontecer, assim como um estalo. Clac. E assim foi. E no dia que isso viesse, seria a entrega total. Seria a abertura definitiva da porta, que traz um coração cheio de amor para oferecer. Seria a verdadeira estória, com as afinidades, a sinceridade, a fidelidade, a amizade e a lealdade. Seria sério. De uma forma como nada antes foi encarado.
E assim ela promete ser. Porque essa sensação não se explica, não se escreve. Essa sensação apenas faz querer gostar cada vez mais. Querer cada vez mais. E um dia, ter a certeza de um amor. Um amor seu, um amor meu, um amor nosso. Para sempre, nosso!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Novo
O sábado era de sol. E não poderia ser diferente. Com o cansaço de quem chegou às 6 da manha, os olhos se abriram fazendo-a perceber que tudo aquilo tinha sido muito mais do que um sonho. Era verdade, e dessa vez era mesmo. A felicidade invadia o coração, embora não pudesse negar que também havia uma sensação de estranheza. É uma mudança de vida, não podemos negar. E toda mudança vem acompanhada de certo medo, insegurança.
Mas isso era muito pouco comparado ao alívio que a nova vida trazia. Novos sorrisos, novas estórias, novos abraços, novas rotinas. Uma infinidade de novidades que estava por vir e mostrar como a vida pode ser gostosa. Ela estava animada e disposta a dar todo o amor que alguém pode merecer. Disposta a investir em laços fortes, reais e sinceros. Disposta a viver de verdade, e não pela metade.
E ela sabia que ele também pensava assim. E, dessa forma, as chances de um envolvimento eram grandes. Ela olhou o céu, o sol, o chorinho. E sorriu. Sorriu para a música, para o dia ensolarado. Sorriu para as crianças na rua. Sorriu para ele. Pensou em tudo que estava por vir, em tudo que poderia ser construído, em tudo que aquele momento estava lhe oferecendo.
Agradeceu por, enfim, ter o que achava que merecia, há tanto tempo.
Um novo amor.
Mas isso era muito pouco comparado ao alívio que a nova vida trazia. Novos sorrisos, novas estórias, novos abraços, novas rotinas. Uma infinidade de novidades que estava por vir e mostrar como a vida pode ser gostosa. Ela estava animada e disposta a dar todo o amor que alguém pode merecer. Disposta a investir em laços fortes, reais e sinceros. Disposta a viver de verdade, e não pela metade.
E ela sabia que ele também pensava assim. E, dessa forma, as chances de um envolvimento eram grandes. Ela olhou o céu, o sol, o chorinho. E sorriu. Sorriu para a música, para o dia ensolarado. Sorriu para as crianças na rua. Sorriu para ele. Pensou em tudo que estava por vir, em tudo que poderia ser construído, em tudo que aquele momento estava lhe oferecendo.
Agradeceu por, enfim, ter o que achava que merecia, há tanto tempo.
Um novo amor.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Mágica
Lembro das crianças, enfileiradas, na festa infantil. Atentas, observavam aquele moço de preto, com chapéu quadrado. Ele fazia muitas coisas inexplicáveis e todos queriam entender como aquilo acontecia, qual era o segredo do coelho branco e do pombo que saía voando pela platéia. Coisas inesperadas acontecem e, desde pequenos, queremos entender o porquê, o como, o quando, o quanto e o aonde. Mas não temos respostas para todas as perguntas.
Por isso, conforme fui me tornando um pouco menos criança, fui percebendo que, muitas vezes, o melhor é não buscar explicações. As coisas mais bonitas, são as que não esperamos acontecer, são as que não conseguimos explicar, são as que mal conseguimos de fato entender.
As moedas que saem da orelha do moço nos interessam justamente porque não sabemos como elas surgem. O bonito é o mistério. E a vida é cheia deles. Vivemos sem saber o que pode acontecer logo ali, daqui a pouco. Mas vivemos, fazemos planos, desejamos construir castelos em que caibam muitos coelhos brancos.
Vejo que a felicidade está exatamente no segredo. Na busca de um entendimento que é diferente na cabeça de cada pessoa. Mas, às vezes, duas pessoas podem descobrir o mesmo segredo. E ai....
Ai, os segredos do moço de preto passam a ser muito pouco. Porque a grande mágica agora é a própria vida.
Por isso, conforme fui me tornando um pouco menos criança, fui percebendo que, muitas vezes, o melhor é não buscar explicações. As coisas mais bonitas, são as que não esperamos acontecer, são as que não conseguimos explicar, são as que mal conseguimos de fato entender.
As moedas que saem da orelha do moço nos interessam justamente porque não sabemos como elas surgem. O bonito é o mistério. E a vida é cheia deles. Vivemos sem saber o que pode acontecer logo ali, daqui a pouco. Mas vivemos, fazemos planos, desejamos construir castelos em que caibam muitos coelhos brancos.
Vejo que a felicidade está exatamente no segredo. Na busca de um entendimento que é diferente na cabeça de cada pessoa. Mas, às vezes, duas pessoas podem descobrir o mesmo segredo. E ai....
Ai, os segredos do moço de preto passam a ser muito pouco. Porque a grande mágica agora é a própria vida.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
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