sexta-feira, 7 de maio de 2010

Nao

Gato
Meu trabalho
Leite
Televisao
Livro de auto ajuda
Filmes de Hollywood
Nha Benta
Pessoas enroladas
Sexo bebada
Caipirinha com leite condensado
Senso comum
Hip hop
Beijos vazios
Agulha

Bem menos que o "sim"...

Sim

Vento na cara
Unhas compridas
Coca Zero
Samba
Forró
Mar gelado
Teatro
Sol
Chuva
Estrelas
Lua
Vinho
Cobertor
Varanda
Natação
Altura
Massagem
Cerveja
Estrada
Botequim
Cafuné
Feijão
Intensidade
Coxinha de galinha
Mensagens
Rampa de bicicleta
Livros de ficção
Filme europeu
Beijo molhado
Pessoas descontraídas
Camisa de homem
Andar descalça
Sem maquiagem
Sussuros no pescoço
Férias
Ligações na madrugada
Sensação de liberdade
Sexo matinal
Dormir agarradinho
Surpresas
Brincadeiras de criança
Empada de cebola
Frescobol
Churrasquinho de família
Química entre dois
Natureza
Silencio
Bananeira na piscina
Escrever

...

Ah, tem muito mais!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Vem
...........Vem
.....................Vem
...............................Vem
..........................................Vem
.....................................................Vem
...............................................................Vem
..........................................................................Vem

Que hoje tem!
Lembra daquele meu "problema" em não conseguir dar para flertes aleatórios?
Lembra que por mais que eu queira querer, eu não quero?
Lembra que não é por escrúpulo, mas sim por pura falta de vontade, de intimidade?

Então...

Apenas por isso continuo dando para você. É quase um favor seu para o meu bem estar. Mas que fique claro, não há mais sentimento algum, além do tesão de sempre, pra sempre. Quando aparecer o próximo lance mais sério, aí abro mão de você.

Ele descobriu isso ontem. E disse que então não me come mais.

D U V I D O!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Vício (ou quase)

Eu fui caminhando, embaixo da chuva. As gotas fortes e grossas deixavam o meu vestido vermelho ainda mais escuro. Eu não estava de branco, toda molhada, linda e despenteada. Eu estava de vermelho, vermelho sangue. E meu cabelo, só você consegue despentear. A chuva não é poderosa como você. Fui andando, calmamente. Você sabe como gosto de chuva, como gosto de me molhar e como sei ficar calma. Bem devagar. Sabia que na próxima esquina você estaria me esperando. Embaixo de uma marquise, com um casaco e as mãos no bolso. Você acha que chuva deixa resfriado. E acha que se chover, também está frio. Então usa um casaco e se protege das gotas que caem.

Eu não. Sou despojada demais para isso. Não acredito em nada que me contam. Então, mergulho de cabeça na piscina depois de almoçar, se eu gostasse de leite, beberia junto com manga e passo por baixo de escadas com ar desafiador. Eu gosto de provocar, gosto de contestar, gosto de duvidar. Não tenho alergia, nem TPM. Não tenho cólica, não tenho paranóia, não tenho frescura. Eu sou pura e simples. Ou não tão pura e muito simples.

Cheguei e você estava exatamente como imaginei. Eu te abracei toda molhada, como você gosta que eu sempre esteja. Segurei na sua mão, apertei, olhei para o seu rosto e sorri. Olhei fundo nos seus olhos. E pedi:

- Hoje eu posso tomar uma Coca Zero?

Sabia que você não resistiria ao meu sorriso. Nem ao meu olhar.

domingo, 2 de maio de 2010

Falta

Meu caro amigo,

Sexta-feira sai do trabalho às 18h. Mas não, não estava indo para casa, muito menos para um happy hour. Você sabe como é nossa empresa, como eles nos testam, querem ver quem agüenta mais tempo. E, como prova de resistência, marcaram um treinamento no escritório até às 22h. Numa sexta-feira. Então, saí do cliente e no caminho passei pelo Bar da Maria. Ó meu amigo, como senti sua falta. Não resisti, sentei em uma mesa e pedi uma Original. O professor logo veio falar comigo, perguntando por você, Diretor. Contei a sua história. Lembrei de como você gostava do pastel de queijo com cebola e eu do risole de frango. Lembrei que você quase não cabia no banheiro e lembrei de como a rotina Bar da Maria fazia minha vida mais feliz.

Ó meu amigo, meu melhor companheiro de copo, se eu te contar que hoje quase não bebo? Se eu te contar que hoje quase não saio? Se eu te contar que dispensei todos aqueles telefonemas? É, meu amigo, lembra daquele namorado, o magrinho? Lembrei de você tentando me convencer do quanto ele era ótimo porque era louco por mim, me tratava como uma princesa e tinha caráter. Mas não... ele não era bom para mim. Tão pouco vivido, eu já estava voltando com a mala pronta quando ele ainda estava separando a primeira peça. Lembro de você me dizendo que então, se eu gostava mesmo do outro lá, que eu pegasse o telefone e ligasse. E se fosse o caso, que eu corresse atrás para ver se ele realmente amava a mulher. E eu não queria, como ficar com alguém que trai com a mesma freqüência que bebemos cerveja? É, meu amigo, e os outros todos? Acredita que não gostei de nenhum. Fui ficando mais experiente e exigente. Tão pouca coisa tem me interessado.

E, sentada ali sozinha no Bar da Maria, lembrei de todas as histórias que discutimos. Lembrei de como você se importava comigo. E tive a sensação de que hoje, talvez você não mais me reconhecesse. De tão na minha, de tão sozinha. Troquei os muitos por um livro, uma música, uma corridinha na praia. Troquei as madrugadas por, no máximo, um sambinha a tarde. É quase uma sensação de desistência, sabe? Mas é só quase. Ainda sou muito nova para isso.

Ó, meu amigo, como sinto sua falta.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Você (de novo e sempre, pra sempre)

Gosto das nossas cores misturadas.
Você quer que eu diga que quero?
Quente ou frio? Morno não.
Preto ou branco? Cinza não.
Embarca nas minhas loucuras?
Eu mergulho fundo nas suas.
Fico com água na boca de pensar. Eu nua, eu sua.
O mundo é nosso. Só nosso. Temos um mundo particular. Ninguém entra, ninguém conhece. Temos os nossos medos, os nossos pecados.
Temos nós. Nós dois.
Não há fim.
Não.
Mesmo.