Você veio e me disse que é tudo racional. Como quem diz, sem querer dizer, que eu estou me forçando, talvez tentando. Que você não é o que eu sonhei, sem nem saber se em algum momento eu sonhei. Que você não se encaixa nos padrões; mas será que ainda existem padrões? Você procurou problemas porque a perfeição por vezes assusta.
Racional. Um homem ideal para se viver, então essa oportunidade não poderia ser desperdiçada. Não há fantasias, loucuras, exageros, paixões. É tudo pura razão.
Quanta falta de razão. O que mais existe é o sonho.
Sonho de você. Sonho de uma vida. Sonho de uma estória. Sonho de um futuro.
Sonho de que tudo isso seja apenas um sonho.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
EueVocê
Você chegou na hora certa, com tudo que eu estava precisando.
Você me sorriu, quando o que eu mais precisava era um sorriso. Você me ligou, quando o que eu mais precisava era uma ligação. Você me disse não, quando o que eu mais precisava era decidir que eu realmente queria. Você escreveu, quando o que eu mais precisava eram as suas letras na minha caixa de entrada. Você pediu um chope, quando eu mais esperava. Você segurou minha mão, quando o que eu mais precisava era me sentir segura. Você me olhou, quando o que eu mais queria era ser admirada. Você me beijou, quando o que mais precisava era carinho. Você ouviu minhas estórias e me contou as suas, quando o que eu mais precisava era saber que existem pessoas como eu.
Você me abraçou e fez tudo como eu imaginava. Eu me entreguei, quando o que você mais precisava era atenção. Eu me dediquei, quando o que você mais esperava era amizade. Eu demonstrei, quando o que você mais queria era sinceridade. Eu dei sorrisos, carinhos, beijos e abraços, quando o que você mais precisava era amor.
Você me deu segurança, quando o que eu mais precisava era ter certeza. Você me deu estabilidade, quando o que mais queria era tranqüilidade. Você me deu paz, quando eu achei que isso não existisse mais. Você me fez pensar tudo diferente, viver tudo diferente, querer tudo diferente.
Você me fez acreditar, em algo que eu nunca tinha pensado existir.
Você me sorriu, quando o que eu mais precisava era um sorriso. Você me ligou, quando o que eu mais precisava era uma ligação. Você me disse não, quando o que eu mais precisava era decidir que eu realmente queria. Você escreveu, quando o que eu mais precisava eram as suas letras na minha caixa de entrada. Você pediu um chope, quando eu mais esperava. Você segurou minha mão, quando o que eu mais precisava era me sentir segura. Você me olhou, quando o que eu mais queria era ser admirada. Você me beijou, quando o que mais precisava era carinho. Você ouviu minhas estórias e me contou as suas, quando o que eu mais precisava era saber que existem pessoas como eu.
Você me abraçou e fez tudo como eu imaginava. Eu me entreguei, quando o que você mais precisava era atenção. Eu me dediquei, quando o que você mais esperava era amizade. Eu demonstrei, quando o que você mais queria era sinceridade. Eu dei sorrisos, carinhos, beijos e abraços, quando o que você mais precisava era amor.
Você me deu segurança, quando o que eu mais precisava era ter certeza. Você me deu estabilidade, quando o que mais queria era tranqüilidade. Você me deu paz, quando eu achei que isso não existisse mais. Você me fez pensar tudo diferente, viver tudo diferente, querer tudo diferente.
Você me fez acreditar, em algo que eu nunca tinha pensado existir.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Amor
E continuo com a sensação de que não sei nada do que achei que sabia. Mas, em vez de me desesperar, sentindo-me impotente, alivio-me. Vejo que existem coisas novas, diferentes e deliciosas. Ainda existe paz, compreensão, reciprocidade. Como existiu, há muitos anos atrás, num apartamento recém reformado ali no Cantagalo. Achei que a minha chance tivesse se perdido, numa das largas avenidas da Barra da Tijuca.
Pensei merecer loucuras, cobranças, doenças. Pensei estar pagando pela aventura que quis desvendar com os pés sujos. Pensei que a solução fosse andar descalça, comer pão com margarina, sentar na birosca da cerveja mais barata. Pensei ser alternativa, esquecendo-me que a vida é muito mais do que água e ar. Pensei em escrever, discutir e impor idéias. Achei que eu fosse forte demais.
Quanta modéstia. Achei que pudesse brigar com o mundo. Achei que pudesse ser diferente de todos. Esqueci que precisamos, querendo ou não, seguir a sociedade. Isso não significa comprar roupas, carros e apartamentos de luxo. Isso não significa deslumbrar a aparência, o corpo, os cabelos. Isso não significa menosprezar cérebros, idéias e pensamentos.
Significa apenas que a vida é essa e precisamos encará-la. Quero conforto. Quero paz. Quero viagens. Quero carinhos. Quero viver sem fazer contas no final do mês. Quero dar um presente. Quero comprar um vinho. Quero pegar um avião.
Quero te dar meu amor.
Quer?
Pensei merecer loucuras, cobranças, doenças. Pensei estar pagando pela aventura que quis desvendar com os pés sujos. Pensei que a solução fosse andar descalça, comer pão com margarina, sentar na birosca da cerveja mais barata. Pensei ser alternativa, esquecendo-me que a vida é muito mais do que água e ar. Pensei em escrever, discutir e impor idéias. Achei que eu fosse forte demais.
Quanta modéstia. Achei que pudesse brigar com o mundo. Achei que pudesse ser diferente de todos. Esqueci que precisamos, querendo ou não, seguir a sociedade. Isso não significa comprar roupas, carros e apartamentos de luxo. Isso não significa deslumbrar a aparência, o corpo, os cabelos. Isso não significa menosprezar cérebros, idéias e pensamentos.
Significa apenas que a vida é essa e precisamos encará-la. Quero conforto. Quero paz. Quero viagens. Quero carinhos. Quero viver sem fazer contas no final do mês. Quero dar um presente. Quero comprar um vinho. Quero pegar um avião.
Quero te dar meu amor.
Quer?
segunda-feira, 29 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Dois
No fundo, devo ser assim meio metidinha. Acho que entendo da vida, das pessoas, dos sentimentos, das reações e das relações. Por ter esse estilinho meio alternativo, penso demais e acho que entendo demais. Doce ilusão. A gente percebe que não sabe de nada, ou quase nada, quando ouve com atenção nossos pais. Aí podemos perceber que os 40 anos que nos separam deles realmente significam alguma coisa.
Ela, da minha idade, veio com muita ansiedade me contar uma descoberta. O pai dela, muito preocupado com essa vida cheia de relações sem importância, cheia de pessoas cheia de problemas, quer que a filha se estabilize. Profissionalmente, nesse caso, não há muito o que se preocupar. Mas a vida pessoal preocupa. Ele quer alguém tranqüilo, determinado, estável. Alguém que possa, de fato, fazer a filha dele feliz. Não hoje, embaixo dos edredons. Mas, amanhã. Em uma segunda-feira, um dia cheio de trabalho. Cheio de estresse. Com crianças com fome e as contas apertadas para o curso de inglês. Ele quer um futuro para a filha, que hoje já é uma mulher.
Então, ele ensinou a ela que não é o outro que decide que vai dar certo. Que não vai aparecer um príncipe encantado que vai fazê-la mudar de idéia e achar que uma cama quentinha vale mais que milhões de cerveja com as amigas. Não é um corpo perfeito, um carro do ano, um apartamento em Copacabana. Não é um sexo selvagem, um beijo encaixado, um ombro amigo. Não é um jantar a luz de velas, nem um anel de brilhantes.
O príncipe vem quando nós decidimos que queremos que ele venha. Simples assim. E quando nós decidimos, o carro da mãe se transforma no carro do ano, o almoço no restaurante a quilo se transforma no jantar a luz de velas, e o apartamento em Copacabana é nosso e não deles. A gente resolve. E não briga, apenas sorri quando ele deseja colocar as almofadas por ordem de tamanho. Apenas sorri quando ele diz que se irrita com o banheiro molhado. Apenas sorri quando pensa nos filhos e na saudade que virá de 15 em 15 dias.
O nosso príncipe não chegou em um cavalo branco. Mas chegou. Assim, ao mesmo tempo. Coincidência?
Ela, da minha idade, veio com muita ansiedade me contar uma descoberta. O pai dela, muito preocupado com essa vida cheia de relações sem importância, cheia de pessoas cheia de problemas, quer que a filha se estabilize. Profissionalmente, nesse caso, não há muito o que se preocupar. Mas a vida pessoal preocupa. Ele quer alguém tranqüilo, determinado, estável. Alguém que possa, de fato, fazer a filha dele feliz. Não hoje, embaixo dos edredons. Mas, amanhã. Em uma segunda-feira, um dia cheio de trabalho. Cheio de estresse. Com crianças com fome e as contas apertadas para o curso de inglês. Ele quer um futuro para a filha, que hoje já é uma mulher.
Então, ele ensinou a ela que não é o outro que decide que vai dar certo. Que não vai aparecer um príncipe encantado que vai fazê-la mudar de idéia e achar que uma cama quentinha vale mais que milhões de cerveja com as amigas. Não é um corpo perfeito, um carro do ano, um apartamento em Copacabana. Não é um sexo selvagem, um beijo encaixado, um ombro amigo. Não é um jantar a luz de velas, nem um anel de brilhantes.
O príncipe vem quando nós decidimos que queremos que ele venha. Simples assim. E quando nós decidimos, o carro da mãe se transforma no carro do ano, o almoço no restaurante a quilo se transforma no jantar a luz de velas, e o apartamento em Copacabana é nosso e não deles. A gente resolve. E não briga, apenas sorri quando ele deseja colocar as almofadas por ordem de tamanho. Apenas sorri quando ele diz que se irrita com o banheiro molhado. Apenas sorri quando pensa nos filhos e na saudade que virá de 15 em 15 dias.
O nosso príncipe não chegou em um cavalo branco. Mas chegou. Assim, ao mesmo tempo. Coincidência?
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Escolhas
- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.
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