quarta-feira, 3 de março de 2010

Não to nem um pouco afim de trabalhar hoje. Já abri uma planilha, um ppt e um Word. Preciso terminar os três hoje. Como não sei por onde começar, ainda não comecei nenhum. Já to aqui há uma hora e tudo que fiz foi responder uns e-mails da minha chefe (sim, aquela que precisa de uma foda), trocar umas gargalhadas por e-mail com uma amiga e umas palhaçadas no MSN com uma outra. Ah, também mandei um e-mail para um outro ex namorado, pois como disse isso não me falta. Agora, não sei mais o que fazer e resolvi gastar umas palavras por aqui.

Hoje é dia de chope. Coloquei uma saia, um salto fino e um casaquinho super fashion. Passei uma maquiagem qualquer, peguei meu ônibus e cheguei por aqui. “A senhorita está chique hoje”, “Ah, obrigada!”. Nossa que falta do que fazer, que falta do que falar. Minha vida anda tão pouco intensa. Meu celular quase não toca, mensagem então, já quase esqueci o que é isso. O sexo ta péssimo, como vocês puderam perceber. As frases mentirosas também não ando ouvindo. Nenhuma loucura, ápice de desejo ou paixão instantânea. Tudo muito ao estilo barrense. Certinho, devagar, mauricinho.

To pensando em dar um alô para um cara que pego vez ou outra. Vou ver se durmo na casa dele. Troco uns carinhos, umas putarias, uma frases sacanas. Dar uma agitada nessa vida tão cinza quanto às águas de março que vêm fechando a melhor época do ano.

terça-feira, 2 de março de 2010

Pois é. Não sei se já te admiti isso. Realmente não me lembro. Mas você me comia melhor que ele. Melhor que eles, para ser o mais sincera possível. Você me comia de um jeito dilacerante. Enfiava a sua enorme pica e me fazia ugir de prazer. Prazer em ser rasgada. Você me dava prazer. Prazer no sentido real da palavra. Não era aquele prazer fingido, aquele gemido meia boca. Você me batia, me enforcava, me fazia perder o ar. Você me colocava nas mais diversas posições e eu nem percebia. Você me levava para o céu e depois para o inferno. Você me comia todos os dias, toda hora. Você me queria sem parar, sempre. E isso me dava mais prazer ainda. Você falava as maiores putarias no meu ouvido e eu me sentia a melhor das putas. Você fazia eu fazer tudo que sempre jurei não fazer. Você me enlouquecia, você me levava para outra esfera, você me fazia delirar. Você dava na minha cara, você não parava nunca, você me queria sem parar. Porra, to com saudade sabia? Desculpa, não é de você. É da sua pica enorme e de todo o prazer que ela me proporcionava.

Rotina sem sexo ou sexo de rotina?

Minha chefe me contou que cancelou todos os compromissos dessa semana. Isso significa que tomarei café, almoçarei e jantarei na minha mesa de trabalho. Minha chefe não fode, não come, não bebe. Eu preciso fuder, comer e beber para estar aqui. Mas também preciso estar aqui para comer e beber. Fuder, não necessariamente. Mas fuder anda difícil, então é melhor ficar aqui, para pelo menos poder comer e beber durante as minhas madrugadas. Madrugadas são todo o tempo que me resta.

Fuder tá cada vez mais difícil e o pior é que não é por falta de opção. O que mais tem por ai é homem querendo me comer. Na verdade, o que mais tem por ai é homem querendo comer qualquer mulher um pouco menos chata. Pode ser feia, gorda, sujinha. Se não for tão chata, tá valendo. É, não acho que eu seja das mais chatas. Sou chata pra cacete, mas dou sem cobranças. Mas porra, gosto de dar direito. Esse lance de 1, 2, 3 não dá. Se for assim, prefiro meu peru de borracha.

Outro dia tava comentando com um ex namorado. Ex namorado também é o que não me falta. Tava falando com ele, que até hoje só dei pra dois caras realmente bons. Um morreu e o outro não quer me comer. Como esse ex namorado ta vivo, ele não quer me comer. Ele morreu de rir. Mas não me explicou porque não quer me comer. Ok, como o outro morreu e defuntos não me dão tesão, continuo procurando.Mas primeiro preciso arranjar alguém pra fuder a minha chefe.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O carnaval foi a tanto tempo. Estamos na era dos 5 minutos. Deve ser essa pós modernidade, que não nos dá oportunidade de pensar, contestar e conversar. Lemos o jornal no ônibus, escovamos o dente no banho, almoçamos falando ao celular. Não jantamos, não conhecemos, não amamos. Não há tempo. Temos 5 minutos para fazer uma apresentação para o cliente. Temos 5 minutos para ouvir a amiga tristinha. Temos 5 minutos para passar a roupa do trabalho. Temos 5 minutos para comer um sanduíche, 5 minutos para estudar para a prova, 5 minutos para lembrar da família. Temos 5 minutos para sentar num bar e 5 minutos para dormir, antes de acordar novamente. O sexo, se durar 5 minutos, sinta-se premiado(a). Temos 5 minutos para falar, sentir e apaixonar. Temos 5 minutos para fingir, beber e acreditar. O amor da pós modernidade dura 5 minutos.
Você durou 1 minuto. Eu devo estar ultrapassada, ainda não me acostumei com essa modernidade toda. Você durou todo o meu carnaval, que se acabou nesse (1) minuto.

Próximo?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

(E)agora?

Eu te quero tanto. Mas é um tanto que não tem tamanho. Eu te quero como nunca quis ninguém. Porque eu simplesmente te quero de verdade. Eu não fingo que te quero. Eu não forço te querer. Eu te quero. Mesmo sem trabalho, mesmo sem gozo. Eu te quero do meu ladinho, de mão dada. Eu te quero bem clichê, um namorado que dá boa noite dizendo me amar. Eu te quero elogiando meu sorriso e meus peitos. Eu te quero na fila do banheiro comigo. Eu te quero com todos os seus defeitos, porque você, ah, você eu quero. Eu te quero até com a mesma roupa todos os dias. Eu te quero me matando de ciúmes. Eu te quero até mesmo sabendo que não sou nada perto do futebol. Eu te quero.
Eu te quero porque você chegou, tão de repente, e me conquistou. De uma forma tão verdadeira, tão intensa e tão sincronizada. Você me tirou do chão. E não era isso que eu queria. Você fez tudo que eu não queria, e mesmo assim eu te quero tanto. Eu quero te apresentar para o meu chefe. Eu quero te fazer café da manhã. Se você quiser, eu até compro a cerveja para o jogo do Flamengo, porque eu te quero.
E eu digo, digo mesmo, que não é fácil querer alguém assim. Tantas vezes me forcei a querer uma relação. Mas, você eu quero. E morro de medo. Você também. Tenho medo de você fugir, de não encarar. Tenho medo de perder tamanha sintonia. Tenho medo de tanta coisa. Mas eu te quero. E fui te querendo mais a cada dia. Hoje penso como pude não querer ser só sua, naquele delicioso sábado de carnaval. Hoje eu te quero e até digo que sou sua namorada. Mas é de brincadeira. Digo isso apenas quando você me pergunta o que você é. Você é meu. Está no meu coração. Eu te quero. Você parece me querer. Mas tem medo. Eu também.
E agora?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Acabou?

E ele chegou. Numa época boa de verão. Num calor rachante e o suor escorrendo pelas costas. Ele chegou no sol, nas ruas do Rio de Janeiro. Ele chegou misturado à ansiedade, expectativa e preparativos. Ele chegou e me fez sorrir, cantar e amar. Ele chegou, diferente de todos os outros. Ele chegou para mim, para quebrar a minha rotina. Ele chegou entre todas as minhas amigas. Ele me fez acordar e dormir mais feliz. Ele me fez dançar e gritar na rua. Ele me fez simpática. Ele me fez carismática. Ele me fez bonita. Ele me fez apaixonada. Ele chegou entre cervejas. Ele chegou entre sorrisos e amores. Ele chegou entre mentiras e verdades. Ele chegou na loucura do momento. Ele chegou para durar 5 minutos. Ele chegou para me fantasiar inteira.

Ah...o carnaval! Chegou.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sempre ele

- Por amor?
- Por ter percebido que ainda treme o corpo inteiro?
- Por ter imaginado como seria esse dia durante 14 meses?
- Por todo dia, sem exceção, pensar nessa possibilidade?
- Por ter sido justamente quando reapareceu, parecendo ter saudade?
- Por ter tido vontade de um monte de coisas, todas proibidas?
- Por ter entendido que realmente tudo acabou?
- Por ter entendido que tudo nunca acabará?

Não, deve ter sido pelo fato de nenhuma palavra ter sido dita. Pela falta de reação. Pela sincronia do susto. Deve ser isso.
Tanto imaginação e nenhum ação.
Sempre será assim. Quanto à isso, já estou ok.