quarta-feira, 30 de junho de 2010

Menina Má

Retirado do Regurgitando, blog de uma pessoa que conhece o meu jeito menina má FIN GI DO! Na verdade, acho que nem tão fingido assim, já que no final quero mesmo é mão dada. Mas admitir é FODA. Viu, já estou admitindo?

"As meninas más conduzem selvagem ou suavemente
Suas vidas, o beijo, a relação ou nossas picas.
As meninas más esquecem teu nome, mas despretensiosamente,
Ligam pro teu número, só pra perguntar quem é .
Mentira, elas ligam pra te escrachar mesmo, pra te lembrar que…
Que você foi esquecido. Porque era merda demais para ser lembrado.
Depois desligam arrependidas, e saem com as amigas.
As meninas más voltam sozinhas pra casa
O fazem, como quem cumpre um rito intimo, como
Quem rele a própria biografia, pra lembrar quem realmente é.
As meninas más voltam sozinhas, na noite escura. E a pé.
Elas não querem tua carona. Nem tua companhia.
Elas não querem um babaca romântico interrompendo
Sua liturgia.
As meninas más… depois de um tempo contigo,
Elas não te dão perfume francês,
Só porque você tem “cheiro de machinho”
E pra elas, isso basta.
Para essas garotas, tanto faz se você faz economia na usp,
fala três idiomas, ou é semi-analfa.
Porque elas não querem um cara super refinado, com bons modos
E que tenha lido a obra completa do Machado.
Pra elas isso não significa nada.
Se você leu o texto até aqui, você não é uma menina má,
Porque uma menina má jamais perderia seu tempo
com um texto sobre “meninas más”
Elas não perdem tempo com coisas sobre si mesmas.
Na verdade as meninas más, elas temem… mas só querem
Se apaixonar. Se apaixonar perdidamente de preferência.
E dividir a conduta de suas vidas, do beijo, da relação… e voltar
Pra casa de mãos dadas.
Mas elas não falam sobre isso.
Elas jamais admitiriam isso.
Jamais."

terça-feira, 29 de junho de 2010

E eu?

E ela me disse que desde pequena imagina a mulher casada que será. Vai usar short curto e blusa de malha sem sutiã. Vai ser Amélia. Servir petiscos para os amigos do marido, que será louco por futebol. Chamará de “amor” e fará todas as vontades. Ficará na cozinha, sentará no colo dele, que gritará “gostosa”, sem nem mesmo ter olhado para seu corpo. Terá prazer em ser submissa, com seus quatro filhos homens. O homem de sua vida é pobre. E sua casa terá o perfil “A Grande Família”.

A nossa irmã terá um marido que carrega todas as bolsas das crianças. Ele será mais discreto, pelo menos em público. Ela, toda social, sempre muito bem arrumada, terá uma filha. A menina andará com o cabelo bagunçado, com um arco mal colocado. Meleca no nariz. Pedirá para que a tia a leve ao banheiro. Ela fará tudo para agradar ao marido, e beberá cerveja com ele enquanto as crianças se machucam no play, da zona sul.

E eu?

Acho que sou meio durona, sim. Pelo menos um pouquinho independente e bem resolvida. Você que não quer que eu seja assim e tem uma prepotência que te faz me achar apaixonada.

Não, eu nunca imaginei meu vestido de noiva. Muito menos meu marido.

Será que eu terei um marido?

Pouco provável. Eu sou “incasável”!

terça-feira, 15 de junho de 2010

V a z i o

Você precisa entender que eu adoro te fazer de otário, para entre amigas ter o que falar. Ah, gosto mesmo de mudar a posição das coisas. Não venha achando que me engana. Você finge que gosta, eu finjo que acredito. E finjo que gosto. Mas finjo melhor do que você. Muito melhor. Você até sorri, feliz por sentir o ego aumentado, com uma menina de sorriso bonito te dando carinho. Esses carinhos vazios, sabe? Tudo é vazio. São pedras ocas esses corações modernos. Mas eu finjo ser um carinho sincero. E você, tão senso comum, não percebe que carinhos sinceros estão em falta no mercado. Eu não mais procuro. Você pensa encontrá-lo a cada patricinha que beija seu beijo molhado. MO-LHA-DO.

Para mim, tudo isso nada mais é do que carinhos vazios que fingem saciar carências absolutas. AB-SO-LU-TAS. E não tenho do que reclamar. Você me dá cerveja, você me dá água gelada, você me dá jogo da copa com cafuné. Você me dá um pau do meu tamanho. E um sexo que supera em mil as minhas expectativas. Você me dá até um carinho vazio!


O que mais eu posso querer?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ele é tão safado que quer comer até meu coração.


Será que ele gosta de pedra?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Acho que meu coração virou pedra. Toda aquela sensibilidade que vinha escondida nessa menina-mulher independente e bem resolvida evaporou. Não consigo mais encontrá-la. Tenho 7 namorados mas não gosto de nenhum. Vou conquistando alguns coraçãozinhos por aí, com atitudes sinceras demais e sorrisos que me fazem parecer ingênua. Será? Mas nenhum pau grosso tem me feito suspirar além do gozo. As frases que acarinham meu ego não mais enfeitiçam minhas ilusões. Não tenho buscado nada alem de alguns copos de cerveja gelado e um beijo na portaria. Cansei da noite, mas nada é suficiente para me fazer sair dela.

Sei lá...só frases soltas em uma cabeça totalmente em paz.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Poucas palavras (muito sentido)

Seu corpo vestia o meu. Coberto por você, com o peso de suas pernas e o tic tac de seu coração. Sua barriga de chopp, quantos chopps, esquentava as minhas costas nesse quase inverno carioca. Eu pensei muito no quanto te adoro e no quanto somos felizes juntos. Pensei na pergunta “o que falta?” e se você saberia respondê-la. Sua respiração no meu pescoço e seus dentes mordendo meus lábios. Seu beijo selvagem. Suas mãos leves e firmes, sobre meu corpo, em êxtase. Seu ranger de dentes, me acordando durante toda a madrugada. E minha mão carinhosa segurando seu queixo, cuidando de sua boca. Seu sorriso quase amoroso, como que me dizendo “você é fofa”. Sua cosquinha de manhã, me acordando. Suas palavras poucas e seus gestos muitos. Seu jeito de me admirar e me respeitar. Nossa amizade e sua língua que me faz ficar na ponta dos pés.

É uma tentativa de alcançar o céu.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Escravos da rotina

Acordei extremamente bem humorada depois de 12 horas de sono. Sim, 12 horas muito bem usadas. Agora já estou sentada na cadeira onde passo a maior parte dos meus dias. Fico pensando nas prioridades que cada um tem na vida. Eu coloco essa calça social, bolsa de couro e um sapato altíssimo de verniz. Chego com um sorriso no rosto e um “bom dia” super simpático. Tudo que eu não sou. Saio daqui tarde e graças a deus já passei da fase MBA.

Hoje em dia, nunca estamos bem, nunca terminamos nada, sempre temos que correr contra o tempo, contra o bem estar e contra a saúde para concorrer com o amiguinho. Precisamos de trabalho porque o dinheiro nunca é suficiente. E então, nos afogamos em rotinas enlouquecedoras, onde não sobra espaço nem para pensar. Somos transformados em robôs e a parte mecânica nos guia o dia inteiro. Mas eu não vivo assim. Eu não aceito isso.

De que adianta eu ter uma conta bancária deliciosa se não terei tempo para gastar meu dinheiro? De que adianta a sociedade se orgulhar do meu trabalho, se não estou feliz? De que adianta eu ser pós doutorada em química se não uso meu tempo com coisas que me dão prazer?

Eu ainda não fui devorada por esse mundo. E espero não ser. Quero ter tempo de fazer as minhas coisas, nem que isso seja sentar no sofá para ler um livro ou deitar na minha cama e tentar encostar os pés no teto. Meus colegas de trabalho ficam impressionados com a minha dificuldade de gravar senhas. Não tenho acesso ao bankline, não consigo entrar na intranet da empresa e minha caixa postal do celular está lotada porque em algum momento tive que gravar uma senha para ouvir os recados. Essas coisas não me fazem falta, por isso não as resolvo. Não vou trocar minha cervejinha do final do dia por duas horas no telefone ouvindo “disque 1, dique 7, disque 9”.

Tenho mais o que fazer. E enquanto eu encontrar coisas que me dão prazer não cederei todo o meu tempo aos escravos da rotina.

É o que eu acho.