segunda-feira, 22 de março de 2010

- Você tava sumida.
- Pois é, tava mesmo.
- Posso saber seu nome?
- Fulana. E o seu?
- Fulano.
- Hmmm...você que é o fulano? Conheço uma pessoa que te conhece...
...
- Aquela frase, daquele dia, me marcou muito. Achei você tão certeira.
- Pois é..de patricinha não tenho nada.
- Mas parece muito.
- Eu sei, to acostumada. Também pareço mais nova.
- Chutaria no máximo 26.
- Na mosca!
- Eu chutaria 42.
- Não foi no alvo, mas foi bem perto. 43.
(Déli, pensei)
- Você tem o olhar tão profundo.
- Você acha?
- Sim...
...
- Todo mundo deve puxar seus cabelos...
- Nem...
- Jura?
...

Quero de novo. Só mais algumas vezes.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A verdade é que eu estou carente pacas. Na verdade, eu sou carente e não tenho problema nenhum em admitir isso. Inclusive já te disse várias vezes que sou carente, na tentativa de te fazer perceber que se você não estiver mais comigo, estarei com outros. Mas não sei se você se preocupa com isso, na verdade acho que não. Acho que nosso caso já deu; hoje em dia é tudo assim, muito rápido. É bom porque não dá nem tempo de sofrer, quando a gente percebe já começou, já curtiu, já terminou e já arranjou outro. Sei lá, eu até acho que gostei de você. Gosto de você. Você foi diferente em tantos aspectos. Mas isso tem o lado bom e o ruim também, como tudo na vida. Você foi parceiro demais, esteve em todos os meus eventos, bebeu todas as cervejas comigo, e como eu adoro isso. Você me parava na rua e me beijava. Você pensa como eu, você vive como eu. A gente teve uma sintonia do caralho. Mas, você não me foi suficiente. Não porque eu seja mais que você, é questão de estar em ritmos diferentes. Uma vez por semana é muito pouco. E não to falando de sexo. Se fosse sexo uma vez por semana, eu já estaria reclamando, mas te ver, te olhar, sentir sua mão uma vez por semana me deixa insatisfeita. Além disso, sou tarada e gosto mesmo de fuder. Se eu fudesse uma vez por semana já estaria reclamando, imagina como é fazer amor uma vez por semana? Você diz ter medo, estar estragado quanto ao amor, não fala que gosta, não fala que quer. Faz doce pacas. Tenta não demonstrar nada. Não chama, não convida. Não diz que sim. Mas também não diz que não. Acho tudo isso meio cansativo sabe? Queria mesmo um amor de verdade, se fosse pra viver uma historinha. Ou então continuo por aí na pegação. Esse meio termo é chato demais. Não tenho nem o sonho de amor nem a putaria das ruas.
É...acho que nosso caso acabou. E eu sou chata pra caralho.

terça-feira, 16 de março de 2010

Fudida

Meu vibrador nao vibra mais. Me fudi nessa. Ou melhor, nao me fudi. E o pior, nao tem ninguem pra me fuder. So a minha chefe, mas essa nao quero nao. Melhor comprar pilha. Desde que nao seja palito.

Insônia (que eu não tenho)

Tenho tanta coisa pra escrever que não sei nem por onde começar. Ontem, não consegui dormir. E é impressionante: quando não conseguimos dormir também não conseguimos pensar em coisa boa. Vem sempre um monte de neuroses na cabeça:


- Preciso dar mais atenção para a minha família...
- Tenho que terminar aquela planilha!
- Meu Deus, e aquele treinamento, não finalizei a apresentação que é para amanhã.
- ih, o vestido do casamento...tenho que descobrir se o longo é obrigatório!
- Minha pia tá desabando...não posso mais sujar nenhuma louça porque não tenho onde lavá-las depois...
- O gás do banheiro está prestes a explodir...
- E se eu morrer asfixiada? Ninguém vai sentir a minha falta e só vão descobrir meu corpo dias depois...
- Sábado que vem é niver da minha amiga, como vou me virar na situação que ela vai me colocar?
- Putz...lembrei da reunião amanhã às 10h.
- Acho que to com fome...mas não posso sujar louça, não tenho pia.
- E meu exame de tireóide? Tinha que ter feito a não menos que 8 meses atrás...
- Preciso imprimir as fotos que minha mãe pediu!
- Tenho que dormir mais cedo.

Gente, preciso dormir. Amanhã o dia será longo. Tenho tudo isso para resolver...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Encontro

Sei lá...ando meio perdida em meio a tanta gente. Eu já não to entendendo nada, já não sei mais o que eu quero. Geralmente sou tão decidida. Quando eu quero, vou fundo e pronto. Mas eu não sei mais o que eu quero. Não sei se é um, se é outro, se é nenhum dos dois. Sei o que eu não quero. Não quero mais esconder meu notebook atrás desse computador imenso e fingir que não estou aqui. Tenho raiva dela, filha da puta do caralho. Tem prazer em me fuder, em me manter nesse cativeiro infernal. Eu não agüento mais, preciso me libertar. Mas aí vem a minha santa (ou não) responsabilidade que me lembra do futuro, do pé de meia, da cabeça vazia mente do diabo. Eu sou abusada o tempo inteiro, eles abusam de mim. E eu to de saco muito cheio. Essas pessoas, bando de babacas. Acordo e durmo nesse lugar caótico. Mas não vou ceder, não vou esquecer que tenho vida. E ela está fora daqui, com certeza. To certa de que não tenho ninguém pra dizer que me ama (de forma sincera) e que passarei meu sábado e domingo inteiros sozinha dentro do meu apartamento. To certo que nada é fácil e que embora eu tenha muita coisa, não tenho o que eu mais queria. Sei lá, cansei dessa história de vamos ser felizes, vamos construir juntos, vamos nos amar até nos maus momentos. Será que essa porra existe mesmo? Será que isso acontece só uma vez na vida? Se for, me fudi. Deixei a minha vez passar. Sei lá...to me sentindo perdida no meio de tantas tarefas, tantas atividades, tantas obrigações e tanta solidão.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nenhuma

Tem algo em você que me atrai. E essa atração me impede de dormir. Quando estou sozinha em casa, quase sempre. Esse lance de morar sozinha já me cansou, acho que fiquei mais carente de uns anos pra cá. Aí fico em casa sozinha e lembro da sua companhia. E de como nos dávamos bem. E de como era tudo diferente da forma como é com os outros. Tiveram tantos depois de você. E nenhum foi tão bom. Lembro de você na cozinha, ora fazendo jantar, ora fazendo almoço, ora colocando a cerveja no freezer e molhando as latinhas, ora abrindo um vinho. Ninguém conseguiu abrir um vinho com aquele meu abridor. Só você. Ninguém conseguiu me deixar sem ar, só você. Sinto vontade de saber como seria hoje. Nós dois sentados na beira da minha cama, fumando um baseado, bebendo algo e trocando idéia. Nunca mais sentei na beira da cama. Não é por saudade não. São hábitos que se perdem quando a pessoa se perde. Acho que hoje seria tudo igual. Impressionantemente. Você me olharia com os mesmos olhos azuis e eu diria que você não vale nada, mas que eu te quero mesmo assim. Você diria que não entende onde nos perdemos e eu diria que se você me amasse mesmo, não teria saído. Você passaria a mão no meu rosto, eu te daria um beijo e a gente treparia uma, duas, três, quatro vezes. Quem sabe cinco.
E você iria embora. Hoje, não teríamos mais nenhuma noite juntos. Nenhuma.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pela primeira vez, eu tive dúvidas se você responderia meu e-mail. Sei que você não guarda raiva, sei que você sente saudades, sei que fui importante. Mas acho que fui um pouco invasiva ao te escrever. Não respeitei seus pedidos, mas esses eu nunca respeito. Mas invadi e, por um momento, talvez você pensasse que meu objetivo fosse te trazer problemas. Talvez ignorasse minhas suaves palavras, talvez respondesse dizendo que morreu. Mas, não. Você concordou com tudo que eu disse. Você me perguntou se ainda nos veríamos. Eu disse que sim, claro que sim.

Na verdade, não nos veremos mais. Na verdade, nossa história já acabou. Mas dá tesão essa coisa misteriosa, essa dúvida sobre o futuro. Dá tesão ler as suas palavras sujas e saber que hoje você vai comê-la pensando em mim. Ah, desculpa às pessoas mais caretas que lêem esse blog, mas eu tenho tesão sim em saber que você come sua mulher pensando em mim.

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